Chefe da Red Bull detalha a dificuldade inicial de trazer Verstappen e comenta relação tensa com Marko
Foto: Mark Thompson / Getty Images
Christian Horner revelou um episódio pouco conhecido sobre a contratação de Max Verstappen na Red Bull, destacando a relutância inicial de Helmut Marko em integrar o jovem piloto ao time.
Segundo Horner, o grande problema naquele momento era Jos Verstappen, pai de Max, descrito por Marko como “um pesadelo“. “Era a sensação de que não precisávamos deste aqui“, contou o chefe da equipe sobre a posição adotada por Marko naquele período.
Hoje tetracampeão mundial e peça fundamental do sucesso da Red Bull, Max teve um início turbulento na escuderia, ainda mais pela resistência interna à sua entrada no programa de jovens pilotos. A trajetória do holandês contrasta fortemente com o ceticismo inicial de Marko.
Além desse relato, Horner também criticou a postura de Helmut Marko, descrevendo-o em seu livro de memórias Drive como alguém “abrasivo, errático, frio, pouco confiável e com favoritismo divisivo entre os pilotos“.
Ele lembrou o choque ao ser demitido pela Red Bull, apesar de Marko ter ficado na casa de Horner e passado tempo com sua família poucos dias antes: “Alguns dias antes, ele esteve na minha casa e passou tempo com minha família, mas nem uma palavra foi dita depois“, afirmou.
Horner reconheceu que Marko foi importante para sua própria carreira, tendo o recomendado para Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull: “Se voltar no tempo, ele me deu a oportunidade inicial. Ele viu algo em mim que gostou e me colocou na frente do Dietrich“.
No entanto, ressaltou que a gratidão diminuiu com o tempo, especialmente após a morte de Mateschitz: “No final, principalmente depois que Dietrich morreu, ele não tinha mais uma função real. Acho que sempre me via como um protegido, e eu já tinha passado disso faz tempo“.
Sobre sua maneira de lidar com os jovens pilotos, Horner admitiu que era diferente da de Marko e que muitas vezes precisava resolver as consequências das decisões tomadas: “Não era como eu lidaria com as coisas. Senti que sempre estava limpando a bagunça. Talvez eu seja um pouco polarizador. Eu sei que não sou o tipo favorito de todo mundo, mas é impossível ser“.
Essas revelações lançam luz sobre os bastidores da gestão da Red Bull e os desafios para construir a atual hegemonia da equipe na Fórmula 1.
