Max Verstappen / Foto: Simon Galloway / LAT Images

Red Bull sofre com falha de design que prejudica Max Verstappen nas corridas

Fenômeno de ‘degradação do carro’ compromete desempenho do piloto ao longo da prova

Foto: Simon Galloway / LAT Images

Max Verstappen vem enfrentando um problema constante nesta temporada: a chamada “degradação do carro“, um fenômeno técnico que vai além do desgaste normal dos pneus e diminui o desempenho do seu Red Bull conforme a corrida avança.

Ao contrário do esperado, em que o carro se torna mais rápido com o menor peso de combustível, a equipe tem observado que a perda de desempenho é agravada com a diminuição do combustível. Isso acontece porque o equilíbrio do carro está otimizado para um tanque cheio, e com a redução do peso a instabilidade aumenta, prejudicando a gestão dos pneus.

Esse desequilíbrio faz com que a vantagem natural da redução do peso desapareça, virando até uma desvantagem estratégica, especialmente no cuidado com os pneus ao longo das voltas.

O chassi e a suspensão do RB22 têm papel crucial nesse quadro, impactando diretamente a eficiência dos pneus e a extração máxima do motor quando o carro não está perfeitamente balanceado.

Uma falha neste aspecto não só limita o potencial de potência do motor, como também restringe as opções táticas da equipe, como a escolha dos compostos dos pneus ou o número de paradas planejadas.

Na prática, o fenômeno de “degradação do carro“ revela as consequências complexas de um design imperfeito, em que o carro mais leve durante a corrida não consegue se beneficiar da condição, mas sofre ainda mais.

Esse problema dificulta estratégias ousadas no final da prova, como a troca para pneus macios visando ganhar tempo, tornando tais opções inviáveis.

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