Max Verstappen / Foto: Clive Rose / Getty Images

Max Verstappen revela danos na coluna após anos na Fórmula 1

Piloto da Red Bull detalha o impacto físico das forças verticais nas corridas, especialmente no Circuito das Américas

Foto: Clive Rose / Getty Images

Max Verstappen expôs os reflexos físicos de sua longa trajetória na Fórmula 1, revelando que exames médicos indicaram danos na parte inferior de sua coluna vertebral.

Em Austin, durante a semana do Grande Prêmio dos Estados Unidos, o tetracampeão destacou as forças verticais exercidas sobre os pilotos durante as corridas, apontando o Circuito das Américas (COTA) como um dos mais exigentes nesse aspecto.

Ele mencionou que esses esforços vão além das forças de curva, mais comumente discutidas:

“No ano passado, por exemplo, você puxa cerca de 5 a 6G em uma curva. Mas tive impactos, como cargas verticais, que foram acima de 9G na minha coluna, o que posso dizer que realmente não é nada agradável.“

Verstappen explicou que essa pressão aumenta especialmente durante as frenagens, quando o carro ‘abaixa’ por causa do fechamento das asas aerodinâmicas e a suspensão rígida, resultando em momentos de extrema tensão para o corpo.

O piloto comentou ainda a irregularidade do asfalto em lugares desse circuito:

“Se você sair um pouco da linha, não sabe o que vai encontrar porque muitos carros quase não passam ali. É realmente desconfortável, e acho que as pessoas não entendem isso direito.

Eu posso garantir pelos exames que tive, que a parte inferior da minha coluna não está muito boa.“

As declarações de Verstappen surgem após anos de queixas de pilotos sobre os efeitos físicos da era dos carros com efeito solo reiniciada em 2022, que exigiram altura mínima do carro próxima do chão e suspensão rígida, levando a fenômenos de ‘porpoising’ — oscilações verticais intensas.

A FIA chegou a intervir com diretrizes técnicas para tentar amenizar esses impactos e os riscos relacionados. Apesar das mudanças regulatórias para 2026, Verstappen deixa claro que não aceita o desgaste físico como parte inevitável da Fórmula 1.

“Sei que isso faz parte das corridas, do esporte, mas é um dano extra resultante dos carros que tivemos nos últimos anos.

Se continuarmos aceitando dirigir nessas condições, sofreremos ainda mais com isso. As pessoas podem dizer que existem esportes piores para o corpo. Com certeza, mas por isso que não participo deles. Então, é realmente desagradável.“

O piloto tem sido aberto sobre os desafios físicos envolvidos na categoria e esse desabafo ressalta a necessidade de um equilíbrio maior entre desempenho e saúde dos competidores.

O calendário da Fórmula 1 2026 inclui corridas como o GP dos Estados Unidos em 25 de outubro, seguido pelas etapas do México, Brasil, Las Vegas, Catar e Abu Dhabi, confirmando o ritmo intenso das competições para os pilotos.

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