Charles Leclerc / Foto: Xavi Bonilla / DPPI

Leclerc aponta falta de “performance crua” no carro da Ferrari frente aos rivais

Piloto da Ferrari destaca força na preparação, mas reconhece desvantagem na potência do motor para brigar por vitórias constantes

Foto: Xavi Bonilla / DPPI

Charles Leclerc revelou que a Ferrari ainda carece de “performance crua“ em seu carro para competir de forma mais frequente pela vitória nas corridas da Fórmula 1 neste ano.

Embora o chassi da escuderia seja considerado um dos mais fortes da temporada, sua unidade motriz fica atrás dos motores da Mercedes e da Red Bull, gerando uma lacuna principalmente em velocidade de ponta nas retas.

Para enfrentar essa desvantagem, a Ferrari introduziu um novo projeto do turbo durante o Grande Prêmio da Itália, optando por uma peça menor que reduz o atraso (lag) e melhora a dirigibilidade em baixas velocidades, mas sacrificando a velocidade final.

Essa decisão técnica explica em parte o desempenho da equipe nas primeiras sessões de treinos livres, quando o equilíbrio do carro permite competitividade imediata, mas a potência limitada prejudica o desempenho em classificatórias e provas.

“Não tenho certeza se somos particularmente bons nas sextas-feiras,“ comentou Leclerc em entrevista à RacingNews365. “Nós até conseguimos, mas acredito que isso se deve mais aos modos de motor que outros estão usando, e quando chegamos à classificação, eles têm algo que ainda não temos.“

O piloto também destacou a importância do trabalho prévio simulado: “Uma das nossas forças é chegar ao circuito com um carro com equilíbrio bom desde o início. Acho que o carro é meio ‘pontudo’, mas temos uma preparação muito boa no simulador. A correlação entre o que fazemos em casa e o que temos na pista tem sido forte, o que ajuda a estar com um carro forte e confortável logo de cara.“

Mesmo com um bom preparo, Leclerc reconhece que não há como extrair mais desempenho sem a chamada “performance crua“: “Não acho que deixá-lo mais pontudo nos daria mais performance. É simplesmente a performance crua do carro onde estamos um pouco abaixo no momento.“

Desde seu triunfo no GP da Grã-Bretanha em julho, a Ferrari não conquistou mais vitórias, e o otimismo da equipe no meio da temporada para brigar pelo título se dissipou, com a equipe lutando para recuperar o ritmo frente aos principais adversários.

Próximos desafios

A Fórmula 1 segue agora para a etapa nos Estados Unidos, no Circuito das Américas, dia 25 de outubro, onde a Ferrari e Leclerc esperam tirar proveito da preparação e tentar reduzir a desvantagem de motor para reagir no campeonato.

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