Oscar Piastri / Foto: BY COURTESY OF PIRELLI

McLaren explica ausência de fraqueza em curvas lentas nas últimas vitórias

Andrea Stella detalha características do carro que não comprometeram desempenho em Hungaroring e Zandvoort

Foto: BY COURTESY OF PIRELLI

O diretor da McLaren, Andrea Stella, explicou por que a conhecida dificuldade do carro da equipe em curvas lentas não se manifestou nas recentes vitórias conquistadas em Hungaroring e Zandvoort.

Embora Lando Norris tenha anotado a pole position e vencido com domínio nessas duas corridas, ele reconhece que o MCL40 apresenta um desempenho inferior em curvas de baixa velocidade, especialmente quando comparado ao Mercedes W17 dos líderes do campeonato Kimi Antonelli e George Russell.

O piloto britânico já havia mencionado dificuldades na rotação do carro em baixas velocidades, enquanto o ganho em curvas de média e alta velocidade é mais evidente para a McLaren, um traço herdado dos modelos anteriores da equipe.

Mesmo com Hungaroring e Zandvoort sendo considerados circuitos de baixa velocidade, Stella ressaltou diferenças entre as pistas e o que ocorre na prática de corrida:

“Quando Lando diz que não consegue empurrar muito nas curvas rápidas, isso é verdade, mas em certa medida. O principal problema na corrida é que você pode ganhar um pouco de tempo em alta velocidade, mas perde mais tempo nas várias curvas lentas“, disse Andrea Stella à RacingNews365.

Inclusive, o chefe da McLaren destacou que a extensão e duração das curvas lentas durante uma corrida são maiores do que durante uma volta de classificação devido à menor velocidade, ao uso de freios mais antecipado e à tração prolongada, aumentando as seções limitadas pelo grip, o que potencializa a deficiência do carro.

“Em classificações, com pouco combustível e pneus novos, essas curvas lentas são mais curtas, mas na corrida elas são muito, muito maiores. O déficit em baixa velocidade sempre será um problema em pistas com predominância dessas seções“, explicou Stella.

Sobre Hungaroring, o dirigente indicou que a pista tem características de velocidade intermediária diferentes do que o consenso geral e citou que várias curvas são superadas a velocidades acima de 100 km/h, até mesmo algumas acima de 120 km/h, o que permite ajustes técnicos que beneficiam o carro da McLaren.

“Nem quero revelar demais, mas há uma diferença na faixa de velocidade, e também diferenças técnicas de como você explora o carro. Essas coisas são possíveis em Hungaroring, mas não tanto em Zandvoort“, completou Andrea Stella.

Com isso, a equipe conseguiu aproveitar melhor o carro nessas condições, sem que o problema em curvas lentas impedisse suas conquistas recentes.

A McLaren agora mira manter a competitividade na sequência da temporada, iniciando pelo Grande Prêmio da Itália, no circuito de Monza, no próximo dia 6 de setembro.

Deixe um comentário

Descubra mais sobre Relargada

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo