Liam Lawson / Foto: Peter Fox / Getty Images

Pierre Waché destaca enorme potencial do motor próprio da Red Bull

Diretor técnico da equipe vê espaço significativo para evolução do power unit desenvolvido em parceria com a Ford

Foto: Peter Fox / Getty Images

A Red Bull vem encarando uma curva de aprendizado acentuada em sua primeira temporada com motor desenvolvido internamente, em parceria com a Ford. Apesar dos desafios enfrentados na metade inicial da temporada, os indícios apontam para um futuro promissor, com muito potencial ainda a ser explorado.

Até 2025, a equipe de Milton Keynes dependia de fornecedores externos, incluindo Cosworth, Ferrari, Renault e Honda. A virada aconteceu neste ano, quando o time estreou uma unidade motriz fabricada sob sua responsabilidade direta.

Durante os testes promovidos pela FIA, o motor de combustão interna da Red Bull se destacou como o mais potente do grid, uma vantagem que, no entanto, implica em limitações no desenvolvimento para equilibrar a disputa com Mercedes, Audi, Honda e Ferrari.

O diretor técnico da Red Bull, Pierre Waché, comentou que, apesar dos obstáculos da transição, a integração entre motor e chassi representa um novo patamar de trabalho. “Você tem que fazer mais, e também sente mais responsabilidade pelo que podemos alcançar“, comentou ele à RacingNews365.

Waché detalhou ainda as diferenças fundamentais entre os processos das equipes de motor e chassi dentro da organização, ressaltando que o ritmo de desenvolvimento do chassi é mais rápido que o do motor. “A colaboração e integração dentro da equipe levam tempo porque a forma como trabalhamos é um pouco diferente. As pessoas dos times de motor e chassi têm naturezas distintas“, explicou.

Apesar das dificuldades iniciais, o motor, combinado com o chassi, já levou Max Verstappen a duas vitórias consecutivas nos Grandes Prêmios da Malásia e de Singapura, mostrando que a potencialização do power unit está em andamento.

Indicando a condição atual do projeto da unidade motriz, Waché avaliou: “Eu diria um quatro ou cinco“, numa escala de um a dez. Questionado sobre a margem para evolução, foi enfático: “Absolutamente, o potencial é enorme.“

Com a temporada de 2026 se encaminhando para as corridas finais, o foco da Red Bull está em consolidar o desempenho e preparar o carro para 2027, investindo na exploração completa das possibilidades do motor próprio.

Próximos desafios e calendário F1 2026

Após a etapa de Singapura, a Fórmula 1 segue para novas disputas no continente americano, com o GP dos Estados Unidos marcado para 25 de outubro. Em seguida, o calendário prevê provas no México, Brasil, Las Vegas e Catar, encerrando a temporada de 2026.

Enquanto isso, a Red Bull busca aproveitar ao máximo o poder do novo motor e a sinergia com o chassi, visando manter o time no topo das competições na reta final do ano e colocar a base para um domínio sustentável no futuro.

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