Mudança no calendário da F2 impede participação do americano na prova
Colton Herta admitiu que “dói” perder a edição deste ano da Indianapolis 500 após a Fórmula 2 adicionar etapas em Miami e Montreal, substituindo as corridas canceladas em Bahrein e Arábia Saudita.
A guerra no Oriente Médio impediu a F1 e suas categorias de suporte de competirem por lá em abril, e o CEO da Fórmula 2, Bruno Michel, tinha dito que o campeonato não correria de forma independente, limitando as opções para substituir as etapas.
Para Herta, o conflito de datas entre o Grande Prêmio do Canadá e a Indy 500 o impossibilita de participar pela Andretti Global — sua ex-equipe na IndyCar — como quarto carro na 110ª edição da famosa corrida.
Mesmo assim, o piloto americano vê pontos positivos:
“É uma reação meio misturada, mas, no geral, estou animado”, disse à RACER. São duas pistas novas para mim, circuitos que eu assisti pela TV, que parecem muito divertidos e empolgantes para guiar. Então estou empolgado nesse sentido. Obviamente, tem uma parte de mim que dói, porque não posso fazer a 500 agora, mas isso está tomando a dianteira do que estou fazendo. Sabíamos que algo desse tipo poderia acontecer, mesmo não esperando por essa situação. Mas estou animado para as novas etapas, e feliz que a F2 e o Bruno Michel tenham conseguido encontrar substitutos para as duas rodadas faltantes.”
Herta apoia presença da F2 na América do Norte
Rumores sobre a Fórmula 2 correr na América do Norte circulam há semanas, confirmados recentemente pelo campeonato.
Apesar do peso emocional da Indy 500 para Herta, a decisão foi simples: correr nas novas etapas da F2.
“Não lembro quando ouvi os primeiros rumores, mas acho que foi nas últimas semanas. A gente tentava bolar planos de backup: como seria isso? Como nos proteger? Qual o melhor caminho? Para mim, a decisão foi fácil: a F2 é o foco principal este ano, merece a maior atenção, embora a Indy 500 também seja especial para mim.”
A mudança de Herta para a F2 tem sido ampla e visível, com a meta de chegar à F1. Por isso, a ida da F2 ao continente norte-americano é animadora para o piloto de 25 anos.
“Eu apoio totalmente. É algo empolgante, espero que possamos oferecer uma boa corrida, e que isso faça os promotores americanos enxergarem a F2 como algo necessário para o futuro, para que possa haver mais corridas lá no futuro. É importante para mim, porque temos mais corridas nos EUA e até no Canadá, que está tão próximo. Isso é muito especial. Não esperava essa mudança este ano, então me sinto com sorte nesse aspecto.”
