Celso Neto vive montanha-russa em Sebring, domina prova, mas penalização tira pódio

Equipe do brasileiro larga na segunda fila, mostra força na liderança, mas problemas nos boxes freia chance de vitória.

Sebring (EUA), 24 de março de 2026

O traçado de Sebring foi o palco de mais um capítulo intenso para o brasileiro Celso Neto  (AMED / Dipromed / LS Interbank / SODI USA by Velocity Racing / Stallion Motorsports) na 2ª etapa da IMSA Michelin Pilot Challenge. A provas reservou um roteiro de emoções que alternou estratégia afiada, pilotagem de alto nível e o revés por um detalhe. Em uma prova de 2 horas, Neto e seu parceiro de equipe, Raphael Reis, provaram que o time tem potencial para brigar na ponta.

A largada da corrida já trazia um ingrediente extra de confiança para a dupla 100% brasileira. Na tomada de tempo a dupla conseguiu um lugar de honra na segunda fila da categoria TCR. Após o acerto encontrado pela equipe nos treinos que antecederam a classificação.

A racing car competing on a track, with a modern blue building in the background and spectators watching from the stands.
Celso Neto – Foto: KMCom / Manuel Agüero

“Conseguimos uma boa posição de largada. Agora é manter isso e partir para cima no decorrer da prova”, declarou Celso Neto.

Com a bandeira verde acionada, Raphael Reis, responsável por comandar o carro no primeiro stint, manteve a posição. No entanto, uma colisão de grandes proporções no miolo do grid da categoria GS, tirou nada menos que sete concorrentes da prova ainda na reta de largada. O incidente forçou a direção de prova a acionar a bandeira amarela por quase trinta minutos.

Quando a bandeira verde foi agitada para a relargada, a estratégia começou a ser desenhada nos boxes da Stallion Motorsports. Com aproximadamente 40 minutos de disputa, a equipe executou a troca de pilotos com eficiência. Celso Neto assumiu o volante do Cupra #77, retornando à pista na sétima colocação, mas em poucas voltas, o baiano escalou o pelotão e assumiu o quarto lugar.

O time optou por uma segunda parada nos boxes e quando Neto retornou à pista após essa segunda troca, a classificação mostrava o basileiro como líder da prova, com uma vantagem de três segundos para o segundo colocado. Com pneus mais novos e um ritmo que só aumentava, ele começava a abrir vantagem, transformando a liderança em uma possível vitória.

O que era para ser o ponto alto da estratégia se transformou no revés do dia. A equipe cometeu uma infração durante a segunda parada nos boxes, e a direção de prova penalizou com um “drive through”, ou seja, uma passagem obrigatória pelos boxes em baixa velocidade. Depois da punição, o que era liderança, acabou em perda das posições conquistadas.

Close-up of a race car driver wearing a colorful helmet and headset, focused and ready inside the car.
Celso Neto – Foto: KMCom / Manuel Agüero

“Foi uma pena, porque estávamos em primeiro, depois de todas as paradas. A estratégia foi muito boa, o carro estava muito bom e o ritmo excelente. Era uma prova que realmente estava em nossa mão, mas é isso, faz parte da IMSA as penalizações”, disse Neto.

Celso Neto e Raphael Reis deixaram claro que a dupla brasileira, da Stallion Motorsports, encontrou o caminho e o acerto do Cupra Leon VZ TCR, apesar do final indesejado. A temporada da IMSA Michelin Pilot Challenge agora segue em frente, para a 3ª etapa do campeonato entre os dias 1 e 3 de maio, no lendário circuito de Laguna Seca, em Monterey, na Califórnia.


Texto por Kako Marques / KMCom Assessoria

Fotos: KMCom / Manuel Agüero

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