Russel no Bahrein

Russell cita Ayrton Senna para defender novas regras da F1 e rebate críticas de Verstappen

Para o piloto da Mercedes, a gestão de energia é uma “característica” desta geração de carros — assim como o controle do turbo foi nos anos 80/90 — e não torna a categoria “anti-corrida”.

George Russell usou o exemplo do estilo agressivo de Ayrton Senna para defender as novas regras de unidade de potência da F1, criticadas por Max Verstappen como “Fórmula E turbinada”. Segundo o britânico, cada era tem seus quirks de pilotagem: hoje, o lift and coast e o gerenciamento de energia; ontem, as “pulsadas” no acelerador para manter o turbo cheio.

O argumento de Russell

  • Mesma essência, ajustes de execução: “frear o mais tarde possível e carregar velocidade” segue sendo o objetivo; o que muda é o jeito de chegar lá.
  • Paralelo com Senna: nas onboards dos anos 80/90, o brasileiro “picava” o acelerador no ápice das curvas para manter o turbo girando e equilibrar o carro — hoje, a adaptação é gerenciar bateria e fluxo energético.
  • Sensação na pista: em Bahrein (e no shakedown em Barcelona), o volume de lift and coast “não pareceu tão ruim”; Melbourne pode trazer um quadro diferente.

Contexto: o que mudou nas regras

A nova geração das power units busca um equilíbrio aproximado de 50/50 entre motor a combustão e parte elétrica. As baterias passam a trabalhar com cerca de 350 kW (antes, ~120 kW) e o MGU-H foi removido. Isso aumenta a importância do gerenciamento de energia por volta e favorece técnicas como o lift and coast para evitar ficar vulnerável em retas se a bateria esvaziar.

O contraponto de Verstappen

O tricampeão criticou publicamente as novas demandas de energia, chamando-as de “anti-corrida” e comparando a F1 a uma versão “turbinada” da Fórmula E. Para Russell, porém, trata-se do ajuste natural de uma era tecnológica específica — assim como já ocorreu em outros ciclos da categoria.

Por que isso importa

  • Estilo de pilotagem: exige mais planejamento de curva e de volta, sincronizando regeneração e entrega de potência.
  • Tática e disputa: abrir mão de velocidade em trechos pode pagar dividendos mais à frente; duelo depende do “estado” da bateria.
  • Desenvolvimento: software e mapas de energia ganham peso semelhante ao acerto mecânico e aerodinâmico.

Notas rápidas

  • Russell foi um dos que mais andaram na pré-temporada, acumulando alto volume de voltas — dado útil para validação de confiabilidade e consumo.
  • O impacto das regras pode variar de pista para pista (layout, temperatura, abrasividade e DRS influenciam).
  • Equipes que integrarem melhor aero + pneus + energia tendem a levar vantagem nas primeiras corridas.

Fonte e atribuição — Conteúdo de referência: Jake Nichol, no RacingNews365 (entrevistas e cobertura dos testes de pré-temporada). RacingNews365

Crédito de imagem: Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team, Bahrain Testing 2026. George Russell.

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