Organização do TCR South America comete falha absurda e piloto não tem suas voltas rápidas computadas.
Pedro Cardoso, campeão do TCR South America e do TCR Brasil em 2024, foi prejudicado pela organização da categoria e vivenciou o impensável na tarde de hoje (12): suas voltas rápidas não foram computadas e, por este motivo, o brasiliense vai largar na 13ª posição na corrida que acontece neste sábado (13) às 10:30 da manhã.
“Bom pessoal, vai ser um pouquinho longo esse vídeo. [Foi] muito frustrante o que aconteceu comigo hoje na classificação, parece piada. Os treinos foram ótimos, ficamos no top-3 no primeiro e fomos os mais rápidos no segundo. A gente fez o Q1, eu tinha as minhas voltas no meu painel, eu sabia que volta eu estava fazendo, quando a equipe me deu a informação de que meus tempos não estavam sendo computados na cronometragem”, disse Pedro.
Após o ocorrido, o piloto da PMO Racing procurou a organização da prova, mas ouviu dos responsáveis que “não tem solução” para este problema.
“A responsabilidade da aquisição de tempo não é da equipe, é da organização, e dessa forma eu não tive tempo na classificação e não consegui passar para o Q2. É bem frustrante porque a gente investe dinheiro, a gente corre risco de vida – automobilismo é um esporte perigoso, que mata – e a gente está se arriscando financeiramente e também fisicamente, para acontecer este tipo de coisa, e a resposta que a gente recebe é “não tem solução. Infelizmente é isso, amanhã a gente vai largar em décimo terceiro, torcendo para que a categoria reveja isso e tente resolver de alguma forma”, concluiu.
Além de se manifestar através de vídeo, Pedro soltou uma nota oficial em suas redes sociais, onde deixa claro que seu intuito não é criar conflitos, mas sim cobrar profissionalismo da categoria para que o básico seja feito.
Leia na íntegra a nota oficial de Pedro Cardoso
Hoje aconteceu algo que simplesmente não pode ser normalizado no automobilismo. A organização, que é a única e principal responsável por registrar e validar as voltas de todos os carros, falhou no básico. Por um erro deles, minhas voltas rápidas não foram computadas — e isso alterou totalmente a minha classificação, prejudicando não só meu trabalho, mas o esforço de toda a equipe.
Nós, pilotos, entramos na pista para competir de forma limpa, dar o nosso máximo e buscar performance volta após volta. Mas quando falhas assim acontecem, somos colocados em uma posição injusta, sem qualquer responsabilidade sobre o que ocorreu. É frustrante ver dias de preparo, dedicação e estratégia serem impactados por algo que está fora do nosso controle.
Não estou aqui para criar conflito, mas para cobrar o mínimo: profissionalismo e responsabilidade. Porque erros desse tipo não afetam apenas um resultado — eles afetam carreiras, campeonatos e todo o trabalho por trás de cada final de semana de corrida.
Mesmo assim, sigo firme. Não é a primeira vez que preciso lutar contra o que não deveria existir, e provavelmente não será a última. Mas enquanto eu tiver um carro para acelerar, vou continuar buscando meu espaço na pista, independente dos obstáculos que apareçam fora dela.
Foto: Robson Ribeiro
