Lincoln Oliveira falou sobre os planos para fomentar o crescimento do TCR South America na próxima temporada.
Lincoln Oliveira concedeu uma entrevista exclusiva à Letícia Datena no episódio #8 do “Magazine TCR”, que foi ao ar na manhã deste domingo (26), no canal oficial do TCR South America no Youtube. O CEO do Veloci Group, que também controla a Stock Car, falou, entre outras coisas, sobre os planos para promover o crescimento e a visibilidade da categoria, que na sua opinião, é a principal competição de carros de turismo da América do Sul.
Este é o quinto ano de Lincoln Oliveira à frente do TCR South America, e o CEO avalia de maneira bastante positiva os resultados que a categoria conquistou até aqui.
“Eu avalio de forma muito positiva [este período à frente do TCR South America], até porque é nossa plataforma de competição na América do Sul, a nossa plataforma internacional. Nós temos produtos desenvolvidos para o Brasil [como a Stock Car], e para a América do Sul é a TCR, [que traz] os carros mais competitivos, feitos pelas próprias montadoras”, disse Lincoln.
Lincoln Oliveira destacou, também, o papel do TCR South America na formação e na profissionalização de novos pilotos. O CEO acredita que o programa de incentivos oferecido pela categoria, juntamente com os planos de trazer maior visibilidade para a competição, tanto na televisão como na mídia em geral, devem seduzir novos atletas para a próxima temporada.
“A gente espera um grid muito maior. A TCR cria pilotos profissionais e já tem pilotos profissionais, então é uma categoria extremamente disputada e que prepara cada vez mais os pilotos para se fixar como profissional no turismo, seja na Stock Car, seja indo para outros lugares”, disse.
“Primeiro que esse ano já vai sair o campeão da TCR e esse campeão será promovido à Stock Car com salário, premiação [e também] vai receber o carro. Para o próximo ano vamos continuar o programa de formação, e queremos colocar bastante visibilidade, na televisão e na mídia”, continuou.
“A TCR é a principal categoria, eu diria, se considerar a América do Sul. É a principal porque é internacional, corre em vários países. É uma categoria que vem crescendo, se desenvolvendo, e a gente está muito satisfeito. Nós vamos apostar bastante, principalmente no próximo ano, com mais incentivos”, completou.
Principais desafios do TCR South America
Lincoln Oliveira finalizou a entrevista falando sobre os principais desafios encontrados na gestão de uma categoria internacional na América do Sul. Para o CEO, a falta de pistas de padrão internacional é um problema que deve ser solucionado à partir de 2026, quando diversos autódromos devem ser inaugurados no Brasil.
“A América do Sul, economicamente, não é uma Europa. Os [principais] desafios são financeiros, [pouca] quantidade de pistas, poucos autódromos [com padrão internacional], seja no Brasil, na Argentina ou no Uruguai. No ano que vem, porém, vários autódromos serão construídos”, disse.
“Nós temos um plano de começar o ano com a TCR no Brasil, nas novas pistas, autódromos, então a gente entende que o ano que vem vai ser um ano de grande desenvolvimento e muita emoção para a categoria”, finalizou.
